Eu em meus momentos de distrações, tenho algum luxo de pensar em mim mesmo, sem o ego, apenas com os olhos do coração, e uma parte de raciocínio o suficiente pra me analisar como eu era há um tempo atrás, eu era totalmente sem controle de mim - precisei perder todo o controle para assim encontrá-lo quase todo novamente - , é complicado falar pra quem é escravo das emoções, que essa pessoa está fazendo tudo errado, isso parece ser só mais um motivo pra essa pessoa ser mais escravo ainda. Eu queria muito bem aqui poder, descrever oque me levou a me libertar da prisão dos meus próprios pensamentos, porque eu não sei bem como aconteceu, eu apenas me perdir em um escuro labirinto das piores emoções, que de tanta força guardada em mim sair correndo quebrando todas as paredes contidas lá, fui correndo e aos poucos me dei conta que àquelas paredes eram mais frágeis do que eu as imaginava, e eu as quebrei, sair e me libertei.
Oque me levou a isso, como tentei dizer, foi o ápice do sofrimento, foi quando cheguei ao fundo do poço, que estava totalmente perdida em mim e precisava me encontrar, precisei me ajudar, porque ninguém teria passado por algo tão particular, mas as pessoas que me tanto chamavam pra eu sair de mim também estavam lá, nem todas, mas as que se importavam de verdade. Mas, não foi ninguém que me libertou, foi eu, eu libertei minha mente, acho que ninguém pode nos libertar senão viramos escravos dessas pessoas, temos que nós libertarmos e ser livres em nós. E alguma coisa que faça a nossa percepção que precisamos nos libertar, sair da nossa prisão na mesmice e infelicidade, alguma coisa, muito ruim, ou muito boa, mas prefiro chamar essas duas coisas -pelo menos nesse caso- de milagre. Como se nós mesmos pudéssemos comprar nossa carta de alforria, e assinalar como nossos donos.